RESQUÍCIOS DO PASSADO
Marlene Caminhoto Nassa
Tentei afogar mágoas
Do meu passado
Lançando-as à noite no mar
Mas o que não é dele
Ele devolve sem tardar...
Vi os prantos e as tristezas
Espalhados pela areia
Junto com restos de galhos
E plantas mortas à mancheia
Pedaços de embarcação
Que por certo perdeu o norte
E encontrou nos rochedos
A morte
Compunham o espólio
Da minha triste sorte
Teria que me desfazer
Dos resquícios do passado
Mas eles eram tão vastos
Bem aqui ao lado
Ocupavam a praia inteira
E não havia outra maneira
Teria que esperar
A maré cheia chegar
E para outra praia distante
Esses resquícios levar...
domingo, 10 de abril de 2011
MENSAGEM
Marlene Caminhoto Nassa
Ouve minha mensagem
Eu a envio por esta tarde triste
Entenda o que ela quer dizer
A vida emudeceu!
Tudo é frio...
Os homens não mais se comunicam
Em seus olhares.
As sarjetas sujas
Gritam a dor dos eternos pisares.
As paredes frias, cuspidas,
Emudecidas,
Expõem as suas feridas.
As árvores despem-se das folhas
Que num triste bailado
Caem de qualquer lado
Volteiam tontas ao vento
E morrem sozinhas
Aqui no relento
Esquecem das sombras que fizeram
Do perfume que exalaram
E das frutas que alimentaram
E nesse ciclo sem fim
Essas folhas secas
Lembram a mim...
Marlene Caminhoto Nassa
Ouve minha mensagem
Eu a envio por esta tarde triste
Entenda o que ela quer dizer
A vida emudeceu!
Tudo é frio...
Os homens não mais se comunicam
Em seus olhares.
As sarjetas sujas
Gritam a dor dos eternos pisares.
As paredes frias, cuspidas,
Emudecidas,
Expõem as suas feridas.
As árvores despem-se das folhas
Que num triste bailado
Caem de qualquer lado
Volteiam tontas ao vento
E morrem sozinhas
Aqui no relento
Esquecem das sombras que fizeram
Do perfume que exalaram
E das frutas que alimentaram
E nesse ciclo sem fim
Essas folhas secas
Lembram a mim...
SEM MEDO DE VIVER
Marlene Caminhoto Nassa
Sem medo de ousar,
Sem medo de ser feliz!
Sem medo de investir
Sem medo de ser um aprendiz
Botar a cara pra apanhar
A bunda pra aparecer
O coração pra sonhar...
Ser velho,
Ser menino
Caminhar sem destino
Procurando se encontrar
Soltar as rédeas da paixão
E nunca se contentar
Buscar o âmago das entrelinhas
E só as nuvens pra se escorar
Amar
Gozar
Viver
Jogar
E entender
Que nesse jogo
Ou se morre
Ou se pega fogo!
Tudo pode acontecer
E só no calor desse fogo
Conseguir, realmente, viver!
Marlene Caminhoto Nassa
Sem medo de ousar,
Sem medo de ser feliz!
Sem medo de investir
Sem medo de ser um aprendiz
Botar a cara pra apanhar
A bunda pra aparecer
O coração pra sonhar...
Ser velho,
Ser menino
Caminhar sem destino
Procurando se encontrar
Soltar as rédeas da paixão
E nunca se contentar
Buscar o âmago das entrelinhas
E só as nuvens pra se escorar
Amar
Gozar
Viver
Jogar
E entender
Que nesse jogo
Ou se morre
Ou se pega fogo!
Tudo pode acontecer
E só no calor desse fogo
Conseguir, realmente, viver!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
IMAGINAÇÃO
Marlene C N
Se me recitares os Cânticos dos Cânticos
Do rei Salomão e do teu
E queres ser voyer do prazer solitário meu
Sacrílego és também e tanto quanto eu
Tua voz rouca de tesão me ensina
O que fazer no lugar do falo teu
Voltei ao meu tempo de menina
Com a bíblia molhada do porejo meu
Devemos transgredir, equacionar
A realidade com a minha e a tua vontade
Mesmo que transcorra em ficção
Faça me de tua palavra com suavidade
O que realizo agora com a mão...
Que teu verbo viril me possua
Deitada sobre os versos teus
Nua
Despidos de pudores e sem peias
Substitua logo a minha mão
E me faças
Tua
Gozemos nós dois nas teias
Dessa louca imaginação...
Marlene C N
Se me recitares os Cânticos dos Cânticos
Do rei Salomão e do teu
E queres ser voyer do prazer solitário meu
Sacrílego és também e tanto quanto eu
Tua voz rouca de tesão me ensina
O que fazer no lugar do falo teu
Voltei ao meu tempo de menina
Com a bíblia molhada do porejo meu
Devemos transgredir, equacionar
A realidade com a minha e a tua vontade
Mesmo que transcorra em ficção
Faça me de tua palavra com suavidade
O que realizo agora com a mão...
Que teu verbo viril me possua
Deitada sobre os versos teus
Nua
Despidos de pudores e sem peias
Substitua logo a minha mão
E me faças
Tua
Gozemos nós dois nas teias
Dessa louca imaginação...
terça-feira, 5 de abril de 2011
GRAVIDEZ
Encontrei-te no final de um verso meu
Estavas tão desorientado... tão carente...
Que nada fiz além de ficar silente...
Dei-te os seios para que mamasses em mim
E ávido, faminto, sorvestes do meu leite.
E fostes ficando... ficando ... assim...
Te excitando...
Te excitando...
Enroscando nos meus versos com deleite
Desejando as minhas estrofes possuíres
E acariciando todas as minhas palavras
Docemente
Com ternura, tesão e alegria
Finalmente
Deixastes minha alma nua
Fizestes amor com minha rima
E hoje estou grávida da poesia tua!
Marlene Caminhoto Nassa
Encontrei-te no final de um verso meu
Estavas tão desorientado... tão carente...
Que nada fiz além de ficar silente...
Dei-te os seios para que mamasses em mim
E ávido, faminto, sorvestes do meu leite.
E fostes ficando... ficando ... assim...
Te excitando...
Te excitando...
Enroscando nos meus versos com deleite
Desejando as minhas estrofes possuíres
E acariciando todas as minhas palavras
Docemente
Com ternura, tesão e alegria
Finalmente
Deixastes minha alma nua
Fizestes amor com minha rima
E hoje estou grávida da poesia tua!
Marlene Caminhoto Nassa
Assinar:
Postagens (Atom)