sábado, 21 de dezembro de 2013

NO MEIO DAS ALGAS

NO MEIO DAS ALGAS
Marlene Caminhoto Nassa

Nas ondas do meu ventre
Teu barco singra desgovernado
Sob meu olhar de gaivota
Faminta
Tua âncora é lançada
Sem que eu sinta
Usando a corda até o fim
Descendo por esse mar profundo
E fincando-se no fundo de mim

Ancorado e agora governado
Na sincronia de ondas
Raios de luz aquecem as águas
Transparecendo o dorso prateado
Do peixe esguio que se movimenta
Alucinado e fisgado
No meio das algas
Que agora tu salgas


ALMA DE FEL

ALMA DE FEL
Marlene Caminhoto Nassa

Como em uma torrente
De restos de uma antiga tormenta
Vem uma emoção diferente
E ela no meu peito se alimenta

Exaure-me a alegria e mente
A mim e a todos ao meu lado
Quando transforma em feliz liturgia
Profanando meu equilíbrio sagrado
As coisas do esquecido passado

É celebrado o batismo dessa falsa alegria
Em um altar capenga e pagão
Erguido nessa lembrança cruel
Despedaça me para sempre o coração

E enche-me a alma de fel

SOBRANDO

SOBRANDO
Marlene Caminhoto Nassa

Vou-me embora
Com as mãos abanado
E foram tantas as conquistas
Que eu mesma acabei sobrando

PÁGINA EM BRANCO
Marlene Caminhoto Nassa

Na pontinha dessa beira
Da página à minha frente
Tento me segurar de repente
Sentindo fluir em cadência
A inspiração e o precipício
Paro, respiro e a mim mesma eu falo:

__Escrevo tudo com fluência
Ou definitivamente eu me calo?

E na dúvida da razão e do vício
Que me assaltou no princípio
Fico sempre com a minha loucura
Abrindo meu coração e flanco

Quando a página está em branco

MEUS MEIOS

MEUS MEIOS
Marlene Caminhoto Nassa

Retires as tuas mãos
Dos meus seios
De onde até ontem
Fizestes recreios
Hoje me liberto
Desses freios
E voarei bem longe

Com meus próprios meios

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A LINGUAGEM QUE ME CALA
Marlene Caminhoto 

Bebes o luar dos olhos meus
E eu me perco no calor dos teus
Minhas mãos tateiam pelas sendas
Do teu corpo nu banhado das águas
Que porejam do meu mar...
E minhas fendas são visitadas
Por tua boca
Sempre louca
Que desenha freneticamente
Imaginárias figuras em minha mente
Com tua língua no meu ventre...
No duelo travado dos nossos corpos
Enroscados docemente
Silencias os meus gritos com teu beijo
Enquanto teu falo fala
Sem pejo
A única linguagem que depois me cala!


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

POSSE DE SI...

  •  Invada... Tome posse, faça valer o usucapião de si... Não espere pela burocracia idiota humana... Ela não conhece a conjugação correta do carne e alma... Conhece carma... E carma não nos arma para enfrentar as batalhas do eu comigo... Apele a amigo... aquele que não olha só seu umbigo... Fique sempre consigo e eu lhe sigo... Encoste se no meu peito, adormeça... Talvez ainda dê jeito... Faça de si próprio o seu melhor feito! 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

NATAL DE 2013

NATAL E MINHA REFLEXÃO...


 Eu gosto do Natal como uma festa para reunir a família e para quem tem crianças principalmente, pois é maravilhoso ver o encantamento delas! Mas o espírito do consumo desenfreado e a obrigação do presentear me encabulam um pouco e embaçam minhas emoções quando me lembro de crianças que nada ganharão... Concordo que seja uma data em que se revolve o passado e isso pode trazer nostalgia a quem hoje está sozinho... Tenho sensação de conforto e alegria no meio dos filhos, netas e familiares, mas também me lembro, vendo a fartura e até o desperdício muitas vezes, dos que NADA tem... É um contraste e dualidade de emoções que se chocam, sem dúvida... Não deixa de ser uma data de reflexão, de perdão, de solidariedade, de carinho, de AMOR! Uma data para que haja um renascer em nós de coisas boas, que é o verdadeiro espírito do Natal, o nascimento de Jesus, que pregou o amor e a caridade... Vamos olhar um pouco não só para as vitrines, mas também para quem está sozinho, abandonado até de si, os desvalidos, os necessitados... Que todos possam ter as alegrias e os sonhos concretizados, que não falte o essencial para se viver com dignidade... Que tenhamos um governo que cuide realmente dos menos favorecidos e que nunca mais haja tanta diferença social entre as pessoas... Que não falte comida, educação, saúde e moradia aos brasileiros! Não é necessário se ter muito, mas o necessário... E que todos tenhamos SAÚDE para podermos usufruir tudo de bom que a VIDA nos oferece! É isso que desejo aos meus queridos amigos! Meu melhor beijo e o abraço mais afetuoso, apertado e sincero que consigo dar a vocês e a toda família!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MINHA OPINIÃO SOBRE A POLÍTICA ATUAL
(Marlene Caminhoto Nassa)

Se fizermos uma análise totalmente amadora, claro, nas redes sociais, principalmente no facebook, veremos pessoas que se posicionam como OPOSIÇÃO ao governo petralha. Há manifestações inclusive "em cima" dos atos, são rápidos para responderem, denunciarem, partilharem e nos dão a ideia de uma oposição imbatível!...
Quem olhar pode achar que há poucos com coragem de apoiar o governo e a situação, que a maioria esmagadora é OPOSIÇÃO, ao ponto de ficarmos imaginando se as pesquisas não são compradas, se as urnas não foram e são manipuláveis! Não sou profissional da área, nem sei qual parcela da população abrange todo esse contingente que é OPOSIÇÃO no twiter, facebook, de blogs e de grupos políticos abertos ou fechados aqui no facebook e dos quais até participo em alguns deles.
Mas o que sinto, fora pessoas de peso intelectual e cultural, jornalistas, articulistas, formadores de opinião mesmo, que se expressam na imprensa ou internet é que existe uma certa oposição, com críticas, denúncias, reflexões sobre a conjuntura política atual. Movimentos, petições, apoios, etc, são também encontradas na INTERNET.
Claro que mesmo votando em massa na OPOSIÇÃO, "fazendo a cabeça" de muitas pessoas, será INSUFICIENTE para ganhar uma eleição, quando lembramos dos milhões que recebem as famigeradas BOLSAS de tudo, que multiplicados por 3 pessoas por bolsa, fazem qualquer poste ser eleito! Os ignorantes não irão da noite para o dia politizarem se, abrirem os olhos e verem que são instrumentos usados e com o POVO PAGANDO A CONTA...
Mas quem faz as leis, quem se pronuncia ou vota, os partidos ditos de OPOSIÇÃO são débeis demais em relação ao rolo compressor que o governo faz com o NOSSO dinheiro, usando descaradamente a máquina a serviço exclusivo da perpetuação no poder. Fora todas as benesses oferecidas aos representantes legais na Câmara e Congresso, basta ver os disparates que votam e legislam! Mudaram algumas posturas logo depois das manifestações nas ruas, mas logo foi "providenciado" BADERNEIROS block tudo, que assustou e espantou as manifestações puras e espontâneas.
Não vejo oposição séria e contundente nos políticos que deveriam representar o povo mas só SE REPRESENTAM...
Temos que pensar de forma pragmática, até baseado nas pesquisas que apontam, junto com a possibilidade da reeleição, um descontentamento e uma vontade imensa de desejo de MUDANÇA e unirmos a oposição que está aí, NÃO HÁ OUTRA, e que haja uma dose menor de orgulho e vaidade e se pense em ganhar o poder para poder tentar fazer as reformas políticas que são necessárias, pois com os políticos que aí estão É IMPOSSÍVEL! Não querem perder as bocas e as vantagens, infelizmente. Desejar que cortem a carne deles é querer demais!
Fico angustiada e tento com as poucas armas que disponho tentar mudar e reverter esse contexto ao meu redor, como uma formiga, embora leve um banho gelado a cada nova descoberta horrorosa diária sobre o que é feito no país!
Proponho união mínima possível entre as oposições que se apresentam para ver se MUDAMOS alguma coisa... Continuo desanimada e triste em relação à política no país, mas também que está difícil aguentar o que temos!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ESQUINAS DO UNIVERSO
Marlene Caminhoto Nassa

Habitando o buraco negro no espaço
Tento agarrar algum fiapo de luz
Que encontro no pó estelar
Talvez nessa grande fossa eu possa
De alguma maneira me iluminar
Só possuo a cruz do cruzeiro do sul
Mas seu calor nunca chega a mim
Tampouco consigo nele me crucificar
Está distante demais nesse céu sem fim
E a estrela moldada neste verso
Duvido que faça algum reverso
Nesse destino tão perverso
Por não provar o calor do teu beijo

Receba esta poesia desejo
Daqui desse buraco negro verso
Que junto com ela vai morrendo

Nas esquinas escuras do universo
  1. AMIGO IRMÃO ESCOLHIDO
    Marlene Caminhoto Nassa

    Amigo é um irmão escolhido
    Já o de seu próprio sangue
    É simplesmente acolhido
    Amigo verdadeiro
    É solidário é companheiro
    E só verdade irá lhe falar...
    Mas nunca irá se calar
    Se precisar lhe defender
    Estará sempre ao seu lado
    Pronto para lhe acolher
    Entende seu mau humor
    Sem aborrecido ficar
    Sabe a hora de se quedar
    Ajuda-o a desatar os nós
    Defende-o perante a sociedade
    E só o critica quando estão a sós
    E se não for desse jeito
    Não será seu amigo do peito
    Ele nunca nos deixará ferido
    Nem olha só para o próprio umbigo
    É o que nos oferece a mão estendida
    E sempre nos dará abrigo
    E irá tratar a nossa ferida
    Vocês são parte de minha vida!
OUTROS OLHARES
Marlene Caminhoto Nassa


Olhes-me com olhos do teu coração
Entendas-me sem nada falar
Use a compreensão de poeta
Tateando por meus sentimentos
Lendo no braile dos dedos e da emoção
Os por quês desta minha solidão
Explores-me nesse teu ato
Minucioso perfeito e exato
Com teus dedos e teu desejo de fato
Enviando do coração ao corpo meu
As provas inequívocas do desejo teu
E encontrarás escondida nos espaços,
Camuflada entre outros  traços meus
A menina que  se expõe
 Frágil e nua
aos olhos teus...
EM SEGREDO
Marlene Caminhoto Nassa

Quero mergulhar no teu mar em segredo
Um mergulho preciso intenso e sem medo
Que me conduza em comunhão
Com teu centro de criação e emoção

Saber entender os lampejos
E o porquê que me negas os beijos
E teus olhos que ignoram meu olhar
Como poder saciar todos os meus desejos
Sem que isso te faça incomodar?

Desejo mergulhar no mais profundo do teu mar
Sentir tua âncora fincada em mim bem forte
E abrir comportas deixando nossas águas a inundar

Morrer assim afogados não será morte
É sorte é só uma pequena e efêmera morte
Mergulhemos um no outro sem medo

Saberemos deixar isso em segredo...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O QUE FAÇO
Marlene Caminhoto Nassa

Essa chama e a semente
Que se alimentam sempre
Da alma sua e do desejo meu ...
Transbordam em minha mente
De tal modo tão intensamente
Que deixa o meu corpo em chama
Contraindo tudo de repente
Bem dentro de meu ventre
E essa involuntária contração clama
Sussurrando a você ternamente
Procure ouvir e ler nas entrelinhas
E nas dobras de minhas ladainhas
Deixe a minha boca ser o lençol seu
Deixe um só beijo seu ser o sol meu
Aqueça meu coração desvalido
Na brevidade de um ato mesmo proibido
Não me negue esse beijo e esse abraço
Nem me deixe neste descompasso...


Eu o quero muito... O que faço?


domingo, 20 de outubro de 2013

CARTAS MARCADAS NO JOGO DO FIM

CARTAS MARCADAS NO JOGO DO FIM
Marlene Caminhoto Nassa

Na escuridão do meu dia
Seguro fiapo de luz
Que possa
Nessa grande fossa
De alguma maneira
Me iluminar.
Só possuo a cruz do destino
Para nela me crucificar
E ela é tão fria
O quanto minha vida
Poderá ficar vazia
Nem mesmo o calor
Tão tênue desse verso
Fará algum reverso
Nas cartas marcadas
Desse destino tão perverso
Não haverá mais verso
Nosso jogo chegou ao fim
Eu sem você

E você sem mim...
CARTA MARCADA
Marlene Caminhoto Nassa

Não adiantou carta embaralhada
No jogo da nossa vida
Se você usou carta marcada
Abriu-me a ferida
Da banca quase falida

Mas com a carta descartada
Inspirando a coragem
Para uma nova rodada
E a vontade redobrada
Prometo que viro esse jogo
Com a carta enjeitada
E sei que nessa mão
Sem carta marcada
Ganho de lavada
E lhe coloco no chão

domingo, 1 de setembro de 2013

NÃO NASCEU POESIA
Marlene Caminhoto Nassa

Desejei  teu verbo semente
Depositado docemente
Na minha carne quente
Declamado nos meus ouvidos
E engravidando minha mente
Mas me fez viver só o presente
Embaralhando os meus sentidos
Que me esqueci de ser prudente

 Atada àquele instante
Pelo elo sensual gigante
Com o coração hoje indigente
Não sou nada do que queria

E em vez de engravidar de poesia

Estou mais estéril e vazia...

AGORA

AGORA
Marlene Caminhoto Nassa

Desejo viver o agora
Não quero pensar no amanhã
Uso sempre meu melhor perfume
E perfumo o caminho que passo
Contemplo da noite o negrume
Não me arrependo do que faço
Coloco diariamente na mesa
As melhores louças e cristais
Enxugo me com toalhas macias
Acendo velas em castiçais
Quero somente usar
O que de melhor possuir
Sem nunca me preocupar
Se amanhã poderei fluir
É preciso viver o agora
Mesmo quando não se quer
E se amanhã é alguém
Que por nós chora
Em um cemitério qualquer?
Se eu estou viva nesta hora
Não sei o depois do amanhã
Só levarei o que vi ouvi e senti
E o que estiver dentro de mim
Se nessa vida não gozar
Das coisas boas, enfim,
Serão os outros a aproveitar
Desses bens em vez de mim

sábado, 17 de agosto de 2013

COLAR DE PÉROLAS
 Marlene Caminhoto Nassa

 Tu, deitado ao meu lado,
 A me olhar...

 E eu, ajoelhada e nua,
 Com pérolas,
 Para te enfeitar...

 Quero envolver teu sexo
 Com pérolas de meu colar
 Circular suavemente,
 Fazendo cada conta ir roçando,
 Tua carne rija e quente,

 E essas pérolas, como uma serpente,
 Qual toque sutil de um dente,
 Comprimindo o suficiente
 Para te fazer enlouquecer
 De prazer
 Enrodilhadas na coluna tua...

 De testemunha

 Somente a lua...

domingo, 11 de agosto de 2013

NÃO DIGAS NÃO

NÃO DIGAS NÃO
Marlene Caminhoto Nassa

Eu te quero de qualquer
Maneira
Só não me deixes aqui
Nesta beira
Equilibrar-me tentando
Pois o poço é fundo...
Nem jamais deixando
Esse meu pranto rolar
Amanses um pouco
O teu frio e duro coração
E nunca, jamais,

Não me digas mais não!
PAIXÃO
Marlene Caminhoto Nassa

Minha paixão
É tão forte
Que me retira
O norte
E faz com que
Até me fira
Mas nunca tira
Esse amor

Em ti

COMEÇO

COMEÇO
Marlene Caminhoto Nassa

E que nesse começo
Que nunca haja tropeço
Que alimente para sempre
 Essa chama e a paixão
Só aumente o desejo
Em nossa cama
Venha amor meu!
É meu corpo que te clama

Vem ser MEU!

ESPAÇO FECHADO

ESPAÇO FECHADO
Marlene Caminhoto Nassa

O espaço traçado
Entre você e eu
De repente se fechou
No lado seu...
Meu coração
Apertado
Um bocado
Sentiu se
Encurralado
Sem saber
Qual lado
Escolher...
Você impôs
Essa barreira
Assim sem eira
Nem beira
E não vê
Nessa atitude
Que se ilude
Pois não deixo

De lhe querer...
GRAVIDEZ
Marlene Caminhoto Nassa

Encontrei-te no final de um verso meu
Estavas tão desorientado...
Tão carente...
Que nada fiz além de ficar silente...

Dei-te palavras para que mamasses em mim
E ávido, faminto, sorvestes a rima do meu leite

E fostes ficando...
Ficando ...
Assim...
Te excitando...
Te excitando...
Enroscando nos meus versos com deleite
Desejando as minhas estrofes possuíres
E acariciando todas as minhas palavras
 Docemente
Com ternura, paixão e alegria

Finalmente
Deixastes minha alma nua
Fizestes amor com minha rima
E hoje estou grávida de poesia tua!


LITURGIA DE AMAR
Marlene Caminhoto Nassa

Quero de novo a ternura
De nosso antigo olhar
E do beijo no primeiro sexo
Apertes-me num amplexo
Maior do mundo
E que não seja o derradeiro
Olhes- me bem lá no fundo
Desarmes as tuas defesas
Aproximes-te primeiro
Com generosidade e perdão
Nada deixes a te preocupar
Se já fui inconsequente volúvel
Hoje não sou mais não
Também te trouxe luz e alegria
Enquanto aprendia a amar
E toda essa liturgia
Foste tu a me ensinar
Por favor, vamos a nos reatar
Entenda de uma vez por todas

Que não podes mais me deixar!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

TEUS SINAIS
Marlene Caminhoto Nassa.

A voz de Leonard Cohen
Em meu ouvido
E tua imagem nua
Aguça meu sentido
Banhada nessa luz da lua

E no caleidoscópio
De meu desejo incontido
Enxerga tal qual um periscópio
O tsunami a se aproximar veloz
Eriçando-me os pelinhos
E enrouquecendo a minha voz
Sob a minha saia em desalinho
Em minha gruta com a tua boca
Porejam minhas fendas em torvelinho
E ao som de meus ais
Vais deixando-me louca
Emitindo em volume os teus sinais

A procura dos meus canais...

sábado, 13 de julho de 2013

ROUPA
Marlene Caminhoto

Quero que fiques nu
E vás te vestindo de mim

Bem devagarinho...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

MINHA OPINIÃO SOBRE O PROGRAMA "NA MORAL" SOBRE DROGAS

  1. MINHA OPINIÃO SOBRE O PROGRAMA "NA MORAL", SOBRE LIBERAÇÃO DE DROGAS, ONTEM A NOITE: (04/07/2013)
    Tenho um reparo a fazer, os dois ilustres, Fernanda e FHC são favoráveis, portanto na minha opinião deveria ser convidado algum outro "ilustre" que é contra. Foi pouco aprofundado o fato de que a descriminalização e liberação vão aumentar o número de DEPENDENTES e comprovadamente vai. Dependência é doença grave, s...éria, incurável, de difícil controle e é um câncer social por que atinge a sociedade, principalmente a família. Foi mostrado a porcentagem dos que ficam dependentes de maconha, álcool e crack, e o crack disparadamente é a maior porcentagem e é a mais devastadora das drogas e quase nada se falou sobre isso. NÃO HAVERÁ queda da violência, pois não há controle sobre as armas que os bandidos tem hoje. Acha que eles se conformarão em perder uma fonte de renda que nenhum outro trabalho proporciona? Podem é migrar para outros crimes e MUITO MAIS jovens ficarão dependentes e incapacitados para a vida útil. E é tudo DINHEIRO. O tabaco só foi desestimulado por que dá muita despesa ao governo e é a maior causa de óbito... Continuo CONTRA a descriminalização e liberação! Precisamos de educação e oferecer aos jovens outros valores, outros ídolos e EDUCAÇÃO real sobre o inferno que é a DEPENDÊNCIA! Não dá para glamourizar o uso, pois uma imensa porcentagem não mais terá prazer na droga no momento que ela se torna doença! Entram num INFERNO e não há mais prazer. Visitem alguma clínica de recuperação, conversem com dependentes, leiam sobre o inferno que vivem, tendo a droga como único objetivo de uma vida morta! Olhem os que estão nas cracolândias da vida... Que pai poderá ter certeza de que seu filho não possui a doença da dependência em seu gene, embutida? Quem quer experimentar e ver isso? Achei o programa tendencioso a liberação, não foi de todo imparcial e o único debate médico foi cortado... Enfim.... Valeu pelo levantamento da questão mas
    falhou ao não apresentar alternativas...

MINHA OPINIÃO SOBRE A INVASÃO DE PRIVACIDADE NA ERA DIGITAL

  1. O QUE PENSO A RESPEITO DA INVASÃO DE PRIVACIDADE NA ERA DIGITAL:
    Quem em sã consciência acha que no atual mundo coberto de tecnologia digital de ponta, com câmeras, satélites possantes, computadores capazes de identificar pela internet todos os seus passos, gostos, caminhos, ninguém tem a curiosidade, necessidade ou maldade inerente do humano e não vai bisbilhotar? É sem volta! Somos monitorados 2...4 horas sem trégua! Cada um com seu quinhão de interesse. Uns têm intenção comercial, a maioria, creio, mas o político é o mais sério! Quem detiver maiores informações sobre jazidas valiosas, as pessoas escaneadas e viradas ao avesso, computadores tão rápidos e eficientes que detectam e aplicam nas bolsas automaticamente em fração de segundos, antes de todos e podem antever em milésimos de segundo a melhor aplicação, governos que tem nas mãos as previsões dos acontecimentos próximo futuro online, sem dúvida deterão o PODER! A manipulação da tecnologia de maneira certa é que fará o DOMINADOR. Em 1500 eram as esquadras, depois as bombas, aviões... Agora é o digital, são o éter, as nuvens carregadas de todo poder de domínio... Esse é o NOVO PODER!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

INSTRUMENTO TEU


INSTRUMENTO TEU

Marlene Caminhoto Nassa

 

Com a língua quente na minha gruta

A lamber o contorno dos lábios meus

Teus dedos travam uma delicada luta

 

Ouve se de repente, num instante,

Em forma de espasmo e de gemido meu

Um concerto doce e alucinante

 

Tiras notas dissonantes com tua batuta

Quando fazes do meu corpo o instrumento teu!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ALIMENTO DO DIA


ALIMENTO DO DIA

Marlene Caminhoto Nassa

 

Fazes da minha fenda

Afastando a calcinha de renda

Um cálice de vinho

A sorver

E em doce oferenda

Só posso crer

Que tua boca faz poesia

Pra valer

E da paixão e alegria

E com nosso próprio mel

Fazemos o alimento do dia...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

DESENHO AUTO AFAGO



QUADRO AUTO AFAGO
DESENHO EM GIZ PASTEL
QUADRO PREMIADO COM MEDALHA DE OURO
E TROFÉU JURI POPULAR
MOSTRA DE INVERNO DA SECRETARIA DA CULTURA DE SP

DESENHO MOVIMENTO OPERÁRIO




                                             DESENHO MOVIMENTO OPERÁRIO
                                                 BICO DE PENA EM NANQUIM

DESENHO EM GIZ PASTEL

DESENHO

terça-feira, 30 de abril de 2013


POESIA INDECENTE

Marlene Caminhoto Nassa

 

O seu amor

Mendigo

Indigente

Deixou me

Assim

Vazia

Pobre

Silente

Germinou em mim

Nostalgia

Raiva

Tirou alegria

E daí nasceu assim

De repente

Só esta poesia

Indecente

segunda-feira, 29 de abril de 2013

SEM VERNIZ


SEM VERNIZ
Marlene Caminhoto Nassa

A bala pronta na agulha
É aquilo que me diz
Pode ser a fagulha
De um disparo infeliz

Se um dia já fomos fogo
Essa sua palavra dura
Pôs um fim a esse jogo
Agora só pedra escura
De carvão sem verniz

NASCER E VIVER POESIA


NASCER E VIVER SONETO
Marlene Caminhoto Nassa

Esta palavra que rasga a folha de ponta a ponta
Carrega um poema dentro dela e já está pronto           
Dá ao coração do poeta a emoção que aponta
A intensidade dum sentimento que o deixa tonto

O pintor das letras inspirado abre sua paleta em cores
Pintando saudades de todos seus amores dispersos
E entrega a eles os buquês coloridos e arranjos de flores
Feitos com o sentimento de um amor em versos

E a profusão de cores dessa flor poesia e verso
Despeja cores e saudades desse amor disperso
E eleva nosso espírito em sintonia com o universo

E esse poema em mil cores e emoções já envolto
Devagarinho vai ganhando voo e se sentindo solto,
Vai viver como soneto em qualquer mar revolto...


MUDANÇA
Marlene Caminhoto Nassa

Silenciosamente e em solidão,
Surdo e mudo o silêncio me muda
Em cio silente de transformação
Vida e morte se amaram enfim
Para criar o ser que irá nascer
Na germinação que acontece em mim.

Reviravolta que me volta
Das entranhas
Finalmente se solta
De dentro de mim

Eu colho e recolho
Nesse parto meu
Dolorida
Um novo eu

Recém-nascida assim
E nessa parida
De morte e de vida
Sou eu que mudo enfim


TENTANDO FAZER POESIA
Marlene Caminhoto Nassa

Só com as letras na minha cama
E em completa solidão
E à procura de algum calor
Palavras desejam formar caladas
Alguma poesia de amor
Mas só como letras separadas
Não conseguem formar nada
Perdidas nessa fria escuridão

Não tenho mais comigo o corpo teu
A explorar minhas vias centrais e periferia
Que despertava desejo e aquecia o leito meu
E que fazia sempre me explodir em alegria

Sem tua boca nunca mais a dizer que me ama
Esfriando tudo e apagando qualquer chama
Eu não consigo escrever nenhuma poesia
Nem com os dedos em cama assim tão fria...

sexta-feira, 26 de abril de 2013


SEM MEDO DE ABUSAR
Marlene Caminhoto Nassa

Sem medo de abusar
Sem medo de ser feliz
Sem medo de investir
Ou de ser um aprendiz
Botar a cara pra apanhar
A bunda pra aparecer
O coração pra sonhar
Ser velha e ser menina
Sem destino caminhar
Não se incomodar com a sina
Se soltar as rédeas da paixão
E ter as nuvens pra se escorar
Amar gozar viver jogar sonhar
E entender que nesse jogo da vida
Ou se morre ou se pega fogo
Se for o único jeito de viver feliz
Sem temer qualquer ferida
Prefiro arriscar tudo por um triz!

terça-feira, 23 de abril de 2013

SEM SUSTENTAÇÃO


SEM SUSTENTAÇÃO

Marlene Caminhoto Nassa

 

Preciso espremer as palavras com a mão

Nesta madrugada triste vazia e de medo

Em que sinto fugir-me completamente o enredo

E para que não escorra pelo dedo em roldão

A poesia que tento fazer e não desata

Tento maturar novas estrofes em vão

E a poesia inexata incompleta e chata

Não se sustenta

E lenta

Morre aqui e agora neste chão...

NÃO NASCEU POESIA

Marlene Caminhoto Nassa

 

Desejei teu verbo semente

Depositado docemente

Na minha carne quente

Declamado aos meus ouvidos

Fez me viver só o presente

Deleitando os meus sentidos

E me esqueci de ser prudente

 

 Atada àquele instante

Com o coração hoje indigente

Não sou nada do que queria

E em vez de engravidar de poesia

Estou mais estéril e vazia...

quarta-feira, 17 de abril de 2013


SEM SONHOS

Marlene Caminhoto Nassa

 

À hora que o sol se põe

Ela fica no seu canto a pensar

Não faz mais nada na vida

Além de o passado lembrar

Ela é desenganada por dentro

E por fora é sem encantamento

A juventude já passou com calma

E num príncipe a tola acreditou

Deu seu corpo e sua alma

A um diabo que a levou

Pobre coitada hoje se quedou

Ficou sem príncipe e sem fada

Que a façam em algo acreditar

Sem a vara dele

Não consegue mais gozar

E sem mais a magia de fada

Não pode sequer sonhar...

sexta-feira, 12 de abril de 2013




Capa de publicação em Portugal, com desenho meu  e sou a poetisa destaque do mês...




DESENHO DE MEU FILHO THÚLIO EM BICO DE PENA




DESENHO DA NETA GIÚLIA



CAPA DE LIVRO FEITA POR MIM, A SER LANÇADO EM PORTUGAL 




DESENHO DA NETA BEATRIZ em final de 2012




DESENHO DE NU feito em final de 2012




Desenho em giz pastel, feito em final de março de 2013




Desenho feito em abril de 2013, em giz pastel azul

terça-feira, 5 de março de 2013


ETERNAMENTE
Marlene Caminhoto Nassa

Eternamente
É ter éter na mente
Eterna mente
Mente eterna
Mente e terna
Mente!
E ternamente
Mente!
Mente ternamente
E mente
Eternamente!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


PELO CHÃO

Marlene Caminhoto Nassa

 

Madrugada de blues e reflexão

Em que preciso espremer

As palavras com a mão

Apertá-las bem forte

Sem medo

De que escorram pelo dedo

Tentando encontrar seu porte

Seu tema e seu enredo

 

Maturando versos a fazer

Não pode haver distorção

Para formar a exatidão do dizer

 

E a estrofe sem solução

Não consegue ser exata

Fica imatura insegura e chata

 

E em meio a essa confusão

Equilibrando se como atleta

A poesia se estatela

Incompleta

Pelo chão

 

 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

HOMENAGEM A JULIO SARAIVA


JÚLIO SARAIVA
Marlene Caminhoto Nassa

Júlio foi poeta até pra morrer
Seu coração era tão intenso
Tão imenso tão denso
Que de repente parou de bater...

O submundo feio da cidade
Explodia em beleza nos seus versos
Poesia ácida azeda ou cheia de loucura
Outras encharcadas de ternura
Penduradas em abismos emocionais
Paradoxo de quem temia a altura

E em sua busca indireta da morte
No seu verso rude e cru
Retrato da vida que levava
Aonde se expunha a nu
Nas brincadeiras com a sorte
Pouco se lixando com a saúde
Duelava sempre com a morte
E ela lhe veio tão cedo
E justo ele que de voar tinha medo...
Hoje no céu deve estar
A procura de um enredo
Brigando para encontrar um bar...