sábado, 3 de março de 2012

ROUPA
Marlene Caminhoto Nassa

Quero que fiques nu
E vas te vestindo de mim
Bem devagarinho...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

SUA CHAVE
Marlene Caminhoto Nassa

Minha fenda
é sua prenda
no lençol de renda
É a minha oferenda
para que entenda
que não há contenda
e tampouco lenda
no percurso dessa senda
pois só você
tem a chave
ao som grave
do blue suave
que abre
essa minha fenda...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

AUSÊNCIA TUA
Marlene Caminhoto Nassa

Perdida
na ida
desta
descida
pra dentro
de mim...
Dolorida
ausência
ferida
sem clemência
e sem fim
fundida
 e sentida
sem guarida
no peito.
E no leito
desfeito
não há jeito
nem feito
que cure
direito
essa mágoa
de amor.
Nem canto
e encanto
que cesse
esse pranto
de dor...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

AMIGO
Marlene Caminhoto Nassa

Afagas
agora
sem o fogo
de outrora
Afogo
a mágoa
e amargo
a concepção
da dúvida
que tens
comigo
agora
E sigo
amarga
tendo-te
só
como amigo...

sábado, 17 de dezembro de 2011

GRANITO
Marlene Caminhoto Nassa

Como resto grudado na barranca de um rio
sinto me agora um arremedo de poesia
restante da torrente das águas turbulentas
das tuas palavras de incompreensão e de frio

Arrastou nessa corredeira toda minha alegria
E deixou na minha alma a sensação do vazio
E o significado de ter sido só objeto
de uso consentido
descartável
poluído
mas não menos
infinitamente doído...

A doçura de antes,
Conseguido teu intento,
tirou me de vez
o alento
e o encanto
transmudou me o canto

E hoje
meu grito
é só de granito...