ROUPA
Marlene Caminhoto Nassa
Quero que fiques nu
E vas te vestindo de mim
Bem devagarinho...
sábado, 3 de março de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
AUSÊNCIA TUA
Marlene Caminhoto Nassa
Perdida
na ida
desta
descida
pra dentro
de mim...
Dolorida
ausência
ferida
sem clemência
e sem fim
fundida
e sentida
sem guarida
no peito.
E no leito
desfeito
não há jeito
nem feito
que cure
direito
essa mágoa
de amor.
Nem canto
e encanto
que cesse
esse pranto
de dor...
Marlene Caminhoto Nassa
Perdida
na ida
desta
descida
pra dentro
de mim...
Dolorida
ausência
ferida
sem clemência
e sem fim
fundida
e sentida
sem guarida
no peito.
E no leito
desfeito
não há jeito
nem feito
que cure
direito
essa mágoa
de amor.
Nem canto
e encanto
que cesse
esse pranto
de dor...
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
GRANITO
Marlene Caminhoto Nassa
Como resto grudado na barranca de um rio
sinto me agora um arremedo de poesia
restante da torrente das águas turbulentas
das tuas palavras de incompreensão e de frio
Arrastou nessa corredeira toda minha alegria
E deixou na minha alma a sensação do vazio
E o significado de ter sido só objeto
de uso consentido
descartável
poluído
mas não menos
infinitamente doído...
A doçura de antes,
Conseguido teu intento,
tirou me de vez
o alento
e o encanto
transmudou me o canto
E hoje
meu grito
é só de granito...
Marlene Caminhoto Nassa
Como resto grudado na barranca de um rio
sinto me agora um arremedo de poesia
restante da torrente das águas turbulentas
das tuas palavras de incompreensão e de frio
Arrastou nessa corredeira toda minha alegria
E deixou na minha alma a sensação do vazio
E o significado de ter sido só objeto
de uso consentido
descartável
poluído
mas não menos
infinitamente doído...
A doçura de antes,
Conseguido teu intento,
tirou me de vez
o alento
e o encanto
transmudou me o canto
E hoje
meu grito
é só de granito...
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