DESENHO DE NU feito em final de 2012
terça-feira, 5 de março de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
PELO CHÃO
Marlene Caminhoto Nassa
Madrugada de blues e reflexão
Em que preciso espremer
As palavras com a mão
Apertá-las bem forte
Sem medo
De que escorram pelo dedo
Tentando encontrar seu porte
Seu tema e seu enredo
Maturando versos a fazer
Não pode haver distorção
Para formar a exatidão do dizer
E a estrofe sem solução
Não consegue ser exata
Fica imatura insegura e chata
E em meio a essa confusão
Equilibrando se como atleta
A poesia se estatela
Incompleta
Pelo chão
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
HOMENAGEM A JULIO SARAIVA
JÚLIO SARAIVA
Marlene Caminhoto Nassa
Júlio foi poeta até pra morrer
Seu coração era tão intenso
Tão imenso tão denso
Que de repente parou de bater...
O submundo feio da cidade
Explodia em beleza nos seus versos
Poesia ácida azeda ou cheia de loucura
Outras encharcadas de ternura
Penduradas em abismos emocionais
Paradoxo de quem temia a altura
E em sua busca indireta da morte
No seu verso rude e cru
Retrato da vida que levava
Aonde se expunha a nu
Nas brincadeiras com a sorte
Pouco se lixando com a saúde
Duelava sempre com a morte
E ela lhe veio tão cedo
E justo ele que de voar tinha medo...
Hoje no céu deve estar
A procura de um enredo
Brigando para encontrar um bar...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
QUARTA FEIRA DE CINZAS
QUARTA FEIRA DE CINZAS
Marlene Caminhoto Nassa
Hoje é dia de cinzas
Cinzas dos meus amores
Que trouxe consigo
As dores
E me retirou as cores
Deixando o cinza na alma
Vampirizando todo o carmim
Que havia em mim
Nesta triste encruzilhada
Com a fantasia rasgada
E sem placa de orientação
Só o cinza me rodeia
Neste cinzento alvorecer
E me envolve numa teia
Que me confunde o querer
Aos poucos em pó
Vou me tornando
E o vento espalha sem dó
Cumpro do destino a triste sina
Que em cinza nos transformou
E na quarta feira de cinzas
Na encruzilhada dessa esquina
Nossas cinzas espalhou...
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