VARRENDO AS SOBRAS
Marlene Caminhoto Nassa
Quando estavas comigo
No nosso castelo encantado
Havia fartura e calor
E tu ias varrendo as sobras
E também as coisas de valor
Mas o tempo foi passando
E não fizestes manutenção
O encanamento estourou
A pintura se desbotou
A mobília antes tão linda
Feita toda na mão
Apodreceu no relento
Depois que o teto desabou
Jogado por qualquer lado
Hoje vives desabrigado
E como pedes esmola para comer
Não há mais sobras para varrer
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